segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Neymar nunca foi o "novo Pelé", Cuphead nunca será o novo Dark Souls

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Ontem finalmente aconteceu: consegui colocar as mãos em Cuphead, primeiro jogo da StudioMDHR Entertainment Inc. Para dizer o mínimo, ele merece o o adjetivo "perfeito". Supre tanto minha necessidade de gamer — é um desafio e não um filme controlável — quanto de jornalista independente de games — mais um exemplo de jogo que não poderia ser outra coisa senão um jogo. Apenas comprem, se unam a mais de um milhão de pessoas, e joguem essa maravilha.

Mas vamos ao que interessa: por causa de sua dificuldade, como eu disse antes, desafiadora, algumas pessoas o estão chamando de "novo Dark Souls" ou "Dark Souls IV". Isso acontece muito: um novo jogador de futebol prodígio aparece, é chamado de "novo Pelé" (ou agora "novo Neymar", que seja); um filme de comédia com bebedeira é "Se Beber não Case com mulheres"; Bayonetta é o Devil May Cry para taradões e assim por diante.

Parem.

Sério. Parem. Uma pessoa que fala isso não está adicionando nada à conversa. Uma pessoa que fala isso apenas cola uma placa com LED em sua testa apontando para si mesmo com a mensagem "conservador" piscando. É real! Uma pessoa que fala isso só diz que não aceita uma coisa nova despontando por aí, sempre querendo colocar algo atrás de outra coisa que foi lançada anteriormente. Sabe seu vô que fala "ah, mas na minha época era bem melhor, não tinha essas coisa tudo aí não, todo mundo era mais reservado"? Pois é. Tu está sendo ele, só que com criações de outras pessoas.



Ensinamento do mestre Andrei Longen: além disso, comparar um novo jogo com outro sucesso faz a mesma coisa que comparar um novo jogador de futebol com uma lenda antiga: estraga . Pensa só. Eu, Joãozinho, adoro Dark Souls pela jogabilidade, pelas características de RPG e pelas zueiras que aparecem do nada e me matam. Vejo na internet que estão chamando Cuphead de Dark Souls IV: na hora eu penso "pô, bora jogar essa bagaça". E o jogo não é pra mim. BUM! Quebro a cara. Criar muita expectativa nunca é uma atitude saudável. Lembre-se do filme Esquadrão Suicida ou, no mundo dos games, do "novo Megaman" Mighty no.9.

E, por fim, ficar chamando um novo jogo de "novo Fulano" ou "Silcrano IV" desrespeita a criatividade e o trabalho dos desenvolvedores. Os caras suaram para fazer o jogo. Tiveram um trabalhão para financiá-lo. Provavelmente sonharam em ver a comunidade gamer falando sobre o jogo, elogiando, fazendo críticas positivas. Aí vem um cara e chamam a criação deles de "Dark Souls IV". É pra (desculpa o palavrão) foder.

Não sabia que dificuldade acima da média e/ou chefões com pontos fracos que você só aprende depois de morrer algumas vezes era criação de um jogo só.

Cuphead não é Dark Souls IV. Fortnite não é Playerunknown's Undergrounds. League of Legends não é, pelo amor de Deus, Dota. Cuphead é Cuphead, é simples.

Mas que Bayonetta é Devil May Cry pra taradões, ô se é.
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Escrito por

Núcleo de jornalismo de tecnologia e games da Universidade Federal de Santa Catarina. Criado por estudantes, coordenado por estudantes e mal redigido por estudantes

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